A Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) vai propor um conjunto de soluções de capitalização, via bolsa, para apoiar as empresas cabo-verdianas a relançarem-se “com força” e mais rapidamente ultrapassar a crise provocada pela pandemia.

Segundo o presidente da BVC, Manuel Lima, essa pandemia veio demonstrar a necessidade de as empresas aumentarem os seus capitais, sendo que a nível do mercado de capitais é possível ajudar as empresas com novos instrumentos de financiamentos, seja na perspectiva de aumentar o capital, visando uma nova alavancagem financeira ou mesmo a nível de dívidas com emissões de obrigações.

“Dentro dessa perspectiva que propomos promover um bocadinho mais condições de resiliência com novos instrumentos financeiros de capitalização, que poderão ser através de acções que as empresas poderão emitir para aumentar o seu capital ou das obrigações”, disse em entrevista à Inforpress.

Por outro lado, indicou que a BVC vai propor a criação de fundos de capitalização e nesse particular apontou para a criação de um fundo a longo prazo e que pode ser acessado por grupos de empresas.

“Poderá ser criado um fundo covid, em que por exemplo, no sector turístico, pode ser feito o levantamento das necessidades das empresas e em vez de cada um por si financiar, pode ser criado esse fundo para capitalizar várias empresas do sector turístico, ou micro e médias empresas”, explicou, adiantando que o objectivo é suprir as dificuldades do sector empresarial.

O presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde adiantou ainda que podem ser adoptadas outras soluções convertíveis, em que as dívidas poderão ser convertidas em capital e que mesmo a nível de dívidas é possível a criação de fundos que poderão entrar como capital ou como obrigações.

Manuel Lima falou ainda de obrigações convertíveis, em que são emitidas as obrigações e são depois convertidas em dívidas, ou então de soluções inovadoras que começaram a acelerar com as green bond, blue bond, diáspora bond, que são títulos em que a diáspora pode investir, dos fundos de investimentos ou ainda o sistema de crowdfunding.

“São processos que nós estamos a propor na perspectiva de também aqui do mercado poder optar por essas soluções. Para além das soluções para as empresas, o Estado poderá sempre emitir através do mercado primário ou então também colocar produtos para que os pequenos subscritores compram”, disse.

O presidente da BVC sublinha que com essas soluções, para além de querer ajudar as empresas a ultrapassar a crise da pandemia da Covid-19, a Bolsa de Valores está também a ter em conta uma perspectiva de longo prazo.

“Não podemos esquecer a perspectiva de longo prazo, certo de que para termos o futuro melhor temos de preparar agora para o longo prazo”, anotou.

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