Este sentimento foi manifestado pela representante permanente da República de Angola junto das Nações Unidas em Nova Iorque, embaixadora Maria de Jesus Ferreira, durante uma sessão interactiva sobre o impacto das medidas coercivas unilaterais na luta global contra o novo coronavírus.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou em Março um plano global de resposta humanitária de dois mil milhões de dólares americanos para combater a covid-19 em vários países mais vulneráveis do mundo, a ser implementado pelas agências da ONU, em parceria com ONGs internacionais.

A iniciativa pretende fornecer equipamento de laboratório essencial para testar o vírus e suprimentos médicos, instalar estações de lavagem de mãos em assentamentos e lançar campanhas de informação, bem como ajudar a estabelecer pontes aéreas em toda a África, Ásia e América Latina para movimentar trabalhadores humanitários e suprimentos.

António Guterres disse, na ocasião, que a covid-19 está a ameaçar toda a humanidade, exortando que as as respostas individuais de cada país não serão suficientes para combater a pandemia.

Na sua intervenção, a diplomata angolana também saudou as decisões do G20 e das instituições de “Bretton Woods” destinadas a eliminar a dívida de todos os países pobres do mundo, a fim de ajudar a enfrentar as consequências económicas e sociais dessa crise global de saúde.

A reunião visou debater como as sanções unilaterais motivadas por interesses políticos, económicos e geoestratégicos podem prejudicar a capacidade de um país, sob longas e pesadas sanções, combater a covid-19, que já causou a morte de mais de 370 mil pessoas e infectou acima de 6,2 milhões de outras em todo o mundo.

A capacidade de os governos sob sanção pedirem e obter suprimentos e medicamentos médicos e biossanitários, assim como ventiladores para melhor atenderem a demanda emergencial de saúde das suas populações que já sofrem embargos foi outro propósito do encontro virtual.

A embaixadora Maria de Jesus Ferreira afirmou que Angola apoia qualquer iniciativa da comunidade internacional no sentido de se alcançar uma espécie de moratória nas sanções unilaterais, para permitir que os países sob esse regime “tenham a capacidade de, pelo menos, garantir fundos para solicitar todos os materiais médicos e atender às necessidades do seu povo em tempos tão críticos e desafiadores”.

Organizado pelas Missões Permanentes da Bielorrússia, China, Cuba, Nicarágua, Rússia, Síria, Venezuela e Zimbabwe, o debate interactivo também contou com a participação da antiga presidente da Assembleia Geral da ONU (73ª sessão), Maria Fernanda Espinosa, do Equador, promotora do evento.

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